História Linux - Universo de Tecnologia

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Historia do LinuxLinux History


      A História do Linux começou em 1991 com o início de um projeto pessoal de um estudante finlandês chamado Linus Torvalds de criar um novo núcleo de sistema operacional.
      Desde então, o núcleo Linux resultante foi marcado por um crescimento constante através de sua história. A partir do lançamento inicial de seu código-fonte em 2004, cresceu de um pequeno grupo de arquivo em C sob uma proibitiva licença de distribuição comercial, em 1991, possuir mais de 370 megabytes de fonte sob a licença GPL.
     O sistema operativo Unix foi concebido e implementado por Ken Thompson e Dennis Ritchie (ambos dos AT&T Bell Laboratories) em 1969  e primeiramente lançado em 1970. Sua disponibilidade e portabilidade fizeram com que fosse amplamente adotado, copiado e modificado por instituições acadêmicas e negócios. Seu design influenciou autores de outros sistemas.
     Em 1983, Richard Stallman começou o Projeto GNU com o objetivo de criar um Sistema operacional tipo Unix gratuito e livre. Como parte desse trabalho, ele escreveu a GNU General Public License (GPL).  No começo dos anos 1990, havia software quase suficiente para se criar um sistema operacional completo. Entretanto, o núcleo GNU, chamado de Hurd, não conseguiu atrair atenção suficiente dos desenvolvedores, deixando o GNU incompleto.
     Outro projeto de sistema operacional livre, inicialmente lançado em 1977, foi o Berkeley Software Distribution (BSD). Foi desenvolvido pela Universidade da Califórnia em Berkeley a partir da  versão 6 do Unix da AT&T. Uma vez que o BSD continha código do Unix do qual a AT&T era proprietária, a AT&T entrou com um processo (USL v. BSDi) no começo dos anos 1990 contra a Universidade da Califórnia. Isso limitou fortemente o desenvolvimento e adoção do BSD.
     Em 1985, a Intel lançou o 80386, o primeiro microprocessador x86 com conjunto de instruções de 32-bit e MMU com paginação.
     Em 1986, Maurice J. Bach, of AT&T Bell Labs, publicou The Design of the UNIX Operating System. Essa descrição definitiva cobria principalmente o núcleo System V versão 2, com algumas novas características da versão 3 e do BSD.
     O MINIX, um sistema operacional tipo Unix pensada para uso acadêmico, foi lançado por Andrew S. Tanenbaum em 1987. Se bem o código-fonte do sistema estava disponível, modificações e redistribuições não era permitidas. Ademais, o design do MINIX de 16-bit não se adaptou muito bem às características da cada vez mais barata e popular arquitetura de 32-bit do Intel 386 para computadores pessoais.
     Esses fatores e a falta de uma adoção ampla de um kernel livre deram o impulso para que Torvalds iniciasse seu projeto. Ele declarou que se o núcleo GNU ou o núcleo 386BSD estivessem disponíveis naquela época, ele possivelmente não teria escrito o seu próprio.
     Em 1991, em Helsinki, Linus Torvalds começou o projeto que mais tarde se tornaria o núcleo Linux. Era inicialmente um emulador de terminal, o qual Torvalds usava para acessar os grandes servidores UNIX da universidade. Ele escreveu um programa especificamente para o hardware que estava usando e independente de um sistema operacional porque queria usar as funções de seu novo computador com um processador 80386. O desenvolvimento foi feito no MINIX usando o GNU C compiler, o qual é ainda hoje a escolha principal para compilar o Linux (embora o código possa ser construído com outros compiladores, como o Intel C Compiler).[carece de fontes]
     Como Torvalds escreveu em seu livro Just for Fun, ele eventualmente percebeu que havia escrito o núcleo de um sistema operacional. No dia 25 de agosto de 1991, ele anunciou esse sistema em um post no newsgroup "comp.os.minix." da Usenet:

Menssagem no post

     Olá a todos que estão usando minix -

     Eu estou fazendo um sistema operacional livre (é apenas um hobby, não será grande e profissional como o gnu) para os clones AT 386(486). Está sendo desenvolvido desde abril e está quase pronto. Gostaria de receber qualquer feedback sobre o que as pessoas gostam/não gostam no minix, uma vez que o meu SO se parece um pouco com ele (mesmo layout físico de sistema de arquivos (devido a razões práticas) entre outras coisas.
     No momento eu o portei para bash(1.08) e gcc(1.40), e as coisas parecem funcionar. Isso implica que irei conseguir algo prático dentro de poucos meses e gostaria de saber quais características a maioria das pessoas gostaria que tivesse. Quaisquer sugestões são bem-vindas, mas não prometo que eu vá implementá-las :-)
     Linus ([email protected])

     PS. Sim — ele não tem nenhum código minix, e possui um fs multitarefa. Ele NÃO é portável (usa troca de contexto 386, etc), e provavelmente nunca será compatível com nada além de discos rígidos AT, uma vez que isso é tudo o que eu tenho :-(.

— Linus Torvalds


     Linus Torvalds queria chamar seu invento de Freax, um portmanteau de "freak", "free", and "x" (como uma alusão ao Unix). Durante o começo de seu trabalho no sistema, ele guardou os arquivos sob o nome de "Freax" por cerca de um ano. Torvalds já havia considerado o nome "Linux," mas inicialmente o descartou por ser demasiadamente egocêntrico.
     Com o intuito de facilitar o desenvolvimento, foi feito o upload dos arquivos para o FTP server (ftp.funet.fi) da FUNET em setembro de 1991. Ari Lemmke, que trabalhava junto com Torvalds na Universidade de Helsinki e era um dos administradores voluntários do servidor FTP naquela época, não achava que "Freax" fosse um bom nome. Então, deu ao projeto o nome de "Linux" no servidor sem consultar Torvalds. Mais tarde, contudo, Torvalds consentiu o nome "Linux".
     Para demonstrar como a palavra "Linux" deveria ser pronunciada, Torvalds incluiu um guia de áudio com o código-fonte do núcleo.
     Torvalds primeiramente publicou o núcleo Linux sob sua própria licença, que tinha restrições no que diz respeito à atividade comercial.
     O software a ser usado junto com o núcleo era o desenvolvido como parte do Projeto GNU, licenciado sob os termos da GNU General Public License, uma licença de software livre. O primeiro lançamento do núcleo Linux, o Linux 0.01, incluía um binário do Bash shell do GNU.
     Nas "Notas para o lançamento do linux 0.01", Torvalds listou que o software GNU era necessário para o funcionamento do Linux:
Infelizmente, um núcleo por si só não leva a lugar nenhum. Para conseguir um sistema que funcione, são necessários um shell, compiladores, uma biblioteca etc. Essas são partes separadas e podem estar sob um copyright mais restrito (ou mesmo menos restrito). A maioria das ferramentas usadas com o linux são software GNU e estão sob o copyleft GNU. Tais ferramentas não estão na distribuição - pergunte-me (ou ao GNU) para mais informações.
     Em 1992, ele sugeriu o lançamento do núcleo sob a GNU General Public License. Ele anunciou sua decisão primeiramente nas notas de lançamento da versão 0.12. Em meados de dezembro de 1992, ele publicou a versão 0.99 usando a GNU GPL.
     Desenvolvedores do Linux e do GNU trabalharam para integrar os componentes do GNU com o Linux para fazer um sistema operacional totalmente funcional e totalmente livre.
Torvalds declarou que “tornar o Linux compatível com a GPL foi definitivamente a melhor coisa que eu já fiz.”
     A designação "Linux" foi usada inicialmente por Torvalds apenas para o núcleo Linux. O núcleo foi, contudo, usado frequentemente em conjunto com outros softwares, especialmente os do projeto GNU, tornando-se rapidamente a mais popular adoção do software GNU. Em junho de 1994, no boletim do GNU, o Linux era referido como um "clone livre do UNIX", e o projeto Debian começou a chamar seu produto de Debian GNU/Linux. Em maio de 1996, Richard Stallman publicou o editor Emacs 19.31, no qual o tipo do sistema foi renomeado de Linux para Lignux. Essa grafia tinha a intenção de referir-se especificamente à combinação de GNU e Linux, mas foi rapidamente abandonada e substituída por "GNU/Linux".
     Esse nome provocou reações variadas. Os projetos GNU e Debian usam esse nome, embora a maioria das pessoas simplesmente usam o termo "Linux" para referir-se à combinação.
     Torvalds anunciou em 1996 que haveria um mascote para o Linux, um pinguim. Isso deve-se ao fato de que quando se estava por escolher um mascote, Torvalds mencionou que ele havia sido bicado por um pequeno pinguim em uma visita ao Zoológico & Aquário Nacional de Camberra, Austrália. Larry Ewing foi o responsável pelo esboço original do hoje bem conhecido mascote, baseado em sua descrição. O nome "Tux" foi sugerido por James Hughes como um derivativo de Torvalds' UniX.
Novo desenvolvimento

Núcleo

     Existem muitos outros conhecidos mantenedores do núcleo Linux além de Torvalds, como Alan Cox e Marcelo Tosatti. Cox foi o mantenedor da versão 2.2 do núcleo até esse ser descontinuado no final de 2003. Da mesma maneira, Tossatti foi o mantenedor da versão 2.4 do núcleo até meados de 2006. Andrew Morton é o responsável pelo desenvolvimento e administração do núcleo 2.6, o qual teve sua primeira versão estável lançada em 18 de dezembro de 2003. Também as branches mais antigas ainda são constantemente aprimoradas.

Comunidade
 

     A maior parte do trabalho no Linux é feita pela comunidade: os milhares de programadores em todo o mundo que usam Linux e enviam suas sugestões de aprimoramento aos mantenedores. Várias companhias também ajudaram não apenas no desenvolvimento dos núcleos, mas também com a escrita do corpo do software auxiliar, que é distribuído junto com o Linux.
     É lançado tanto por projetos organizados como o Debian, quanto por projetos conectados diretamente a companhias como o Fedora e o openSUSE. Os membros dos respectivos projetos encontram-se em várias conferências e eventos, com o objetivo de intercambiar ideias. Um dos maiores desses eventos é o LinuxTag na Alemanha (atualmente em Berlim), onde cerca de 10.000 pessoas se reúnem anualmente, com o intuito de discutir sobre o Linux e sobre projetos associados a ele.

O Open Source Development Labs e a Linux Foundation

     O Open Source Development Labs (OSDL) foi criado no ano 2000, e é uma organização independente sem fins lucrativos que persegue o objetivo de otimizar o Linux para uso em data centers, entre outros. Funcionou como patrocinadora de Linus Torvalds e também de Andrew Morton (até meados de 2006 quando Morton transferiu-se para a Google). Torvalds trabalha em tempo integral para o OSDL, desenvolvendo núcleos do Linux.
     Em 22 de janeiro de 2007, o OSDL e o Free Standards Group uniram-se para formar a Linux Foundation, estreitando seus respectivos focos para a promoção da competição do GNU/Linux com o Microsoft Windows.

Empresas

     Apesar do fato ter o código-fonte aberto, algumas poucas empresas obtém lucro do Linux. Essas companhias, a maiorias das quais também são membros do Open Source Development Lab, investem recursos substanciais no avanço e desenvolvimento do Linux, com o objetivo de torná-lo adequado para aplicação em várias áreas. Isso inclui doação de hardware para os desenvolvedores de drivers, doações em dinheiro para as pessoas que desenvolvem software Linux, e o emprego de programadores do Linux na companhia. Alguns exemplos são a IBM e a HP, que usam o Linux em seus próprios servidores, e a Red Hat, que mantém sua própria distribuição. Da mesma forma, a Nokia apoia o Linux pelo desenvolvimento e licenciamento do Qt em LGPL, o qual torna possível o desenvolvimento do KDE, e pelo emprego de alguns desenvolvedores do X e do KDE.
Controvérsia sobre o Linux

O Linux sempre tem sido cercado por controvérsias desde a sua concepção.

"O Linux é obsoleto"

     Em 1992, Andrew S. Tanenbaum, reconhecido cientista da computação e autor do sistema de micronúcleo Minix, escreveu um artigo no newsgroup comp.os.minix da Usenet com o título "O Linux é obsoleto", o qual marcou o começo de um famoso debate sobre a estrutura do então recente núcleo Linux. Entre as críticas mais significativas figuravam as seguintes:
    • O núcleo era monolítico e portanto ultrapassado.
    • A falta de portabilidade, devido ao uso de características exclusivas dos processadores Intel 386. "Escrever um sistema operacional que está fortemente atado a um tipo particular de hardware, especialmente um esquisito como são os da linha Intel, é basicamente errado."
    • Não há controle estrito sobre o código-fonte por nenhuma pessoa em particular.
    • O Linux empregava uma série de características que eram inúteis (Tanenbaum acreditava que um sistema de arquivos que realizasse multitarefas fosse simplesmente um "hack para melhorar o desempenho").
     A previsão de Tanenbaum de que o Linux se tornaria ultrapassado dentro de poucos anos e seria substituído pelo GNU Hurd (que ele considerava ser mais moderno) mostrou-se incorreta. O Linux foi portado para todas as principais plataformas e seu modelo de desenvolvimento aberto levou a um exemplar caminho de desenvolvimento. Em contraste, o GNU Hurd ainda não alcançou o nível de estabilidade que permitiria que fosse usado em locais de produção. Sua rejeição à linha de processadores 386 da Intel por serem "esquisitos" também provou-se nada visionária, uma vez que a série de processadores x86 e a Intel Corporation tornaria-se mais tarde quase ubíqua nos computadores pessoais.

Samizdat

     Em seu livro não-publicado Samizdat, Kenneth Brown declarou que Torvalds copiou ilegalmente código do MINIX. Essas acusações foram refutadas por Tanenbaum:
     Ele [Kenneth Brown] queria entrar na questão da propriedade, mas ele também estava tentando evitar me dizer qual era seu verdadeiro propósito, então ele não formulava [a questão] muito bem. Finalmente ele me perguntou se eu pensava que Linus escreveu o Linux. Eu disse que até onde eu sabia, Linus escreveu todo o núcleo sozinho, mas que após seu lançamento, outras pessoas começaram a aperfeiçoar o núcleo, o qual era muito primitivo inicialmente, e acrescentarem novos softwares ao sistema — essencialmente o mesmo modelo de desenvolvimento do MINIX. Então ele começou a focar nisso, com questões como: "Ele não roubou partes do MINIX sem permissão?" Eu disse a ele que o MINIX tinha claramente uma enorme influência sobre o Linux em muitos aspectos, do layout do sistema de arquivos ao código-fonte, mas que eu não pensava que Linux tivesse usado meu código.
As declarações, a metodologia e as referências do livro foram seriamente questionadas e no final nunca foram lançadas, sendo descartadas pelo site da distribuidora.

Competição com a Microsoft

     Embora Torvalds tenha dito que a sensação da Microsoft de sentir-se ameaçada pelo Linux no passado não tenha tido consequências sobre ele, os campos da Microsoft e do Linux tiveram várias interações antagonísticas entre 1997 e 2001. Isso tornou-se bastante claro pela primeira vez em 1998, quando o primeiro Halloween document foi trazido à luz por Eric S. Raymond. Era uma espécie de pequeno ensaio de um desenvolvedor da Microsoft que procurava expor as ameaças que o software livre representava para a Microsoft e identificava estratégias para contrapor-se às ameaças percebidas. Contudo, a Free Software Foundation publicou uma declaração dizendo que a produção de software proprietário pela Microsoft era ruim para os usuários de software pois negava a eles a sua "devida liberdade." A competição entrou em uma nova fase no começo de 2004, quando a Microsoft publicou os resultados de estudos de caso de consumidores avaliando o uso do Windows em comparação com o Linux, com o nome de “Get the Facts” (Obtenha os Fatos) em sua própria página na internet. Baseado em consultas, analistas, e alguns pesquisadores financiados pela Microsoft, os estudos de caso sustentavam que o uso empresarial do Linux em servidores era comparativamente inferior ao uso do Windows em termos de confiabilidade, segurança e custo total de propriedade.
     Em resposta, distribuidores comerciais do Linux produziram seus próprios estudos, enquetes e testemunhos para opor-se à campanha da Microsoft. No final de 2004, a campanha da Novell foi intitulada “Unbending the truth” (Desvelando a verdade) e procurou sublinhar as vantagens bem como dissipar as questões legais amplamente divulgadas na adoção do Linux (particularmente à luz do caso SCO v IBM). A Novell referiu-se particularmente aos estudos da Microsoft em muitos pontos. A IBM também publicou uma série de estudos sob o título de “The Linux at IBM competitive advantage” (O Linux e a vantagem competitiva da IBM) para, mais uma vez, fazer frente à campanha da Microsoft. A Red Hat lançou uma campanha chamada “Truth Happens” (A verdade acontece) focada em deixar a performance do produto falar por si só, ao invés de fazer propaganda dele através de estudos.[carece de fontes] A maioria dos membros da comunidade Linux lidou com a questão de maneira calma e com piadas como "O Linux e seus computadores nunca ficam azuis" ou "Mais cedo ou mais tarde migraremos". Além disso, a revista LinuxUser também publicou um review do Windows XP meio em tom de brincadeira com as mesmas críticas comumente feitas a uma típica distribuição do Linux.
     No outono de 2006, a Novell e a Microsoft anunciaram um acordo de cooperação em interoperabilidade de software e proteção de patentes. Isso incluía um acordo que tanto os clientes da Novell quanto os da Microsoft não poderiam ser processados por violação de patentes. Essa proteção de patentes também foi expandida para desenvolvedores de software não-livre. Essa última parte foi criticada porque incluía apenas desenvolvedores de software não-comercial.
     Em julho de 2009, a Microsoft submeteu 22.000 linhas de código-fonte para o núcleo Linux sob a licença GPLV2, as quais foram subsequentemente aceitas. Embora isso tenha sido referido como "um gesto histórico" e como um possível indicativo de uma melhoria nas atitudes corporativas da Microsoft para com o Linux e o software de código-aberto, a decisão não foi totalmente altruísta, uma vez que prometia levar a significativas vantagens competitivas para a Microsoft e evitar ações legais contra ela. A Microsoft na verdade foi compelida a fazer essa contribuição para o código quando Stephen Hemminger, o principal engenheiro da Vyatta e colaborador do Linux, descobriu que a Microsoft havia incorporado um driver de rede Hyper-V, com componentes de licença de código-aberto GPL, estaticamente ligados a binários de código-fechado, em contravenção à licença GPL. A Microsoft contribuiu com os drivers para retificar a violação de licença, embora a companhia houvesse tentado passar a imagem de ter feito um ato caridoso, e não a de ter tentado evitar uma ação legal contra si. No passado a Microsoft qualificou o Linux de "câncer" e "comunista".
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